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A Sogra: Uma Conversa Com o Diretor Jan Vejnar
O último filme de Jan Vejnar, A Sogra, tem gerado comentários desde sua estreia no festival. Sentamos com o realizador para conversar sobre seu processo colaborativo, a recepção do público e como está o cinema tcheco.
P: Você codirigiu A Sogra com Tomáš Pavlíček. Como funcionou essa parceria? R: Foi um passo rumo ao desconhecido para nós dois. Já havíamos trabalhado juntos em um projeto menor, mas um longa-metragem é uma fera diferente. Surpreendentemente, foi bastante intuitivo. Não dividíamos as tarefas formalmente – ambos corríamos atrás de cada tomada, fazendo o que era necessário. Às vezes, um de nós dizia aos atores para interpretarem mais rápido e o outro dizia mais devagar. Mas sempre encontramos um equilíbrio.
P: O filme foi descrito como comédia e terror. Como foi a reação do público? R: Ficamos agradavelmente surpresos. Nas exibições, as pessoas sempre riem, mas depois é dividido em 50-50. Alguns acham engraçado; outros acham isso perturbador. Estabelecemos deliberadamente baixas expectativas para evitar desilusões, mas a recepção positiva tem sido esmagadora.
P: A Sogra é uma declaração geracional? R: Tomáš e eu não somos fãs de filmes que afirmam ser declarações geracionais. Isso cabe a outros decidir. Mas trata-se definitivamente de conflitos geracionais e mal-entendidos. Esperamos que os espectadores possam compreender todos os lados do conflito, mesmo que não concordem com eles.
P: Quão importante é o número de espectadores para você como cineasta? R: É crucial, mas estabelecemos uma meta modesta. Priorizamos o lançamento no cinema porque amamos a experiência cinematográfica. É claro que esperamos um bom público, mas não é a única medida da qualidade ou do sucesso de um filme.
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