A Última Utopia - Italia

A Última Utopia

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A Última Utopia (La Dernière utopie: la télévision selon Rossellini, 2005)
Itália

Direção: Jean-Louis Comolli
Elenco: Renzo Rossellini, Adriano Apra

Apresentação:

No auge de sua popularidade, o diretor italiano Roberto Rossellini decidiu realizar um projeto apaixonado que nunca tinha sido imaginado antes. Sua história é contada no documentário A Última Utopia. Jean-Louis Comolli ficou tão fascinado com a decisão de Rossellini de abandonar o mundo do cinema que criou um documentário para contar essa história.

"Durante os anos 1960, Roberto Rossellini foi o mais famoso cineasta italiano – considerado o inventor do neo-realismo e um ícone do cinema moderno. Ele decidiu abandonar a ficção e a direção para se devotar ao que chamou de 'uma nova missão para o cinema'. Ele queria unir as forças do cinema e da televisão, através de um ciclo de filmes e shows, um vasto, um imenso programa que lida com todos os esforços humanos desde o tempo das cavernas até a conquista do espaço, através da criação das artes e técnicas (de 7.000 AC até o presente: a idade do ferro, o Renascimento, a industrialização...).

O projeto (imenso: mais de 60 horas, metade feita entre 1963 e 1974) está diretamente ligado às ambições incomensuráveis do Iluminismo. Rossellini busca, nada mais nada menos, estabelecer um novo humanismo: ele queria oferecer às pessoas de sua era – ao menos aqueles que iam ao cinema e assistiam TV – a própria história deles e, através dela, um sentido para suas vidas, um modo de pensar o mundo e sua própria condição, a recuperação da capacidade de imaginar e do desejo de aprender, de atiçar a curiosidade. Há uma dimensão política no projeto que discorre sobre o consumo da alienação e a propaganda da alienação (...)

O cineasta acreditava que as pessoas eram capazes de compreender o mundo através de seus olhos e ouvidos: ele acreditava no poder do cinema para mostrar como a humanidade havia vivido antes, como eles falavam, o que faziam, comiam, vestiam, etc... Filmar a humanidade em sua época era uma fonte de informação facilmente compreensível para o espectador, independentemente de sua educação. O filme deveria ensinar o espectador a “realmente enxergar”, a “ver por si mesmo (...)". “Para mim é uma oportunidade de sensibilizar o espectador para o projeto de Rossellini. Esse é o ponto principal da utopia de Rossellini: supor que os espectadores realmente querem aprender, que são curiosos e têm a mente aberta, que desejam descobrir coisas sobre o mundo, sobre a ciência, mas mais especificamente, que os espectadores são capazes de experimentar sensações e emoções pelo filme. Esse espectador existia e ainda existe."

De esboço para A Última Utopia, de Jean-Louis Comolli, fevereiro de 2005

Sinopse:

Nos anos 60, o diretor italiano Roberto Rossellini abandonou a indústria cinematográfica "clássica" para se dedicar a um ambicioso programa de televisão. O diretor queria mostrar como pensar o nosso mundo, a nossa condição, a nossa história. Fragmentos, entrevistas de radio e histórias contadas por colegas de trabalho mostram com a visão de televisão de Rossellini era a continuação do trabalho iniciado em seu filme: Roma, Cidade Aberta.

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