As 5 Maiores Comédias Italianas de Todos os Tempos

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As 5 Maiores Comédias Italianas de Todos os Tempos

O cinema italiano é um dos mais bem-sucedidos da Europa. Com grandes nomes como Mario Monicelli, Antonio Albanese ou Roberto Benigni, sua tradição data do começo do século XX, alcançado o seu clímax com a “Commedia all'italiana.” Nos anos de 1960 a indústria do cinema italiano produziu muitas comédias brilhantes, com traços comuns como a sátiras das maneiras e um ambiente prevalecente de classe média, muitas vezes caracterizado por uma tristeza enquanto pano de fundo que dilui o conteúdo cômico. Estas são cinco comédias italianas que ninguém deverá perder.

Big Deal on Madonna Street (I soliti ignoti) - 1958

Dirigido por Mario Monicelli, é um filme de crime cômico, considerado uma das obras-primas do cinema italiano. Seu título original quer dizer "as usuais pessoas desconhecidas," um eufemismo jornalístico e burocrata para "criminosos não identificados" na Itália. Este filme é uma comédia sobre um grupo de ladrões de meia-tigela que arruínam uma tentativa de roubar uma casa de penhores do estado chamada Monte di Pietà em Roma. Dois remakes do filme foram feitos nos EUA: Crackers, 1984, de Louis Malle (passado em São Francisco), e o filme em 2002 por Anthony e Joe Russo, Welcome to Collinwood (passado em Cleveland). O filme de Malle foi nomeado Melhor Filme de Língua Estrangeira na 31ª Edição dos Óscares.

A Grande Guerra (La grande guerra) - 1959

Dirigido por Mario Monicelli, o filme conta a história de uma esquisita dupla de amigos de exército na Primeira Guerra Mundial, unidos em sua falta de idealismo e o desejo de evitar qualquer perigo e saírem da guerra ilesos. O filme inclui Alberto Sordi e Vittorio Gassman no elenco. Ganhou o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza e foi nomeado pela Academia em Melhor Filme Estrangeiro. Em 1999 os críticos da revista Ciak escolheram-nos como um dos 100 filmes mais importantes da história.

La Dolce Vita - 1960

Uma obra-prima de Federico Fellini, La Dolce Vita é um drama-comédia estrelando Marcello Mastroianni como um jornalista playboy que passa a vida rodeado de celebridades e da elite social. Ele vai atrás de uma linda atriz, completamente encantado pela sua astúcia feminina. Fellini tinha um toque especial pelo simbolismo abstracto, que deu forma aos seus últimos filmes. La Dolce Vita é uma crônica de uma sociedade decadente, onde não existem valores além do álcool e do sexo, e nenhuma solução para a devassidão além do suicídio. O filme venceu a Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes de 1960 e um Óscar de Melhor Figurino.

O guarda de Jeans Azul (Squadra antiscippo) - 1976

Dirigido por Bruno Corbucci, é um "poliziottesco" italiano, uma comédia sobre um polícia que anda por Roma na sua moto, caçando criminosos. O filme obteve um grande sucesso comercial na sua terra e gerou uma série de filmes consistindo de sete capítulos, todos estrelando Tomas Milian como Inspetor Nico Giraldi.

Qualquermente (Qualunquemente) - 2011

Dirigido por Giulio Manfredonia, Qualquermente traz a luz do riso aos segredos políticos mais negros. Este mundo decadente é o perfeito lar para Cetto La Qualunque, um político desajeitado e sem cuidado, que comete grandes erros na busca de sonhos ainda maiores. Sua história é cômica, mas é também um pouco assustadora, pois faz pensar: Será que os nossos líderes eleitos são tão estúpidos quanto Cetto? Qualquermente foi um sucesso de bilheteira na Itália, lucrando $7.4 milhões na primeira semana de exibição. Os críticos fizeram comparações entre a personagem principal e o antigo primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi, particularmente em relação aos seus escândalos sexuais.

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