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Biografia Alex Brendemühl Brendemühl estudou no Instituto de Teatro de Barcelona. Ele começou sua carreira no palco e depois começou atuar na televisão, onde tem participado em numerosas séries de TV e filmes. Seu primeiro papel como protagonista foi em 'A Bench in the Park' -Um banco no parque-, dirigido por Agustí Vila (1998). 'The Hours of the Day' -As Horas do Dia (Jaime Rosales, 2002)-, que ganhou o Prêmio da Crítica em Cannes, levou-o a atuar no filme 'In the city' -Na cidade (Cesc Gay, 2002)-, 'Unconscious' -Inconsciente (Joaquín Oristrell, 2004)- e 'Remake' (Roger Gual, 2005). Brendemühl também é co-roteirista de 'Me' –Eu (Rafa Cortés, 2007)-, vencedor de Revelation Film Critics em Cannes. Brendemühl ganhou o Prêmio Sant Jordi ao melhor ator em 2008 por sua atuação neste filme e pelo seu desempenho em '53 Winter Days' -53 dias de inverno- e 'The Silence Before Bach' -O silêncio antes de Bach-. O sucesso de 'Me' encorajou-o a dirigir o seu primeiro curta-metragem, 'Rumbo a Peor', 2009, que esteve em competição na seleção oficial do Festival de Cannes. "A minha geração foi aquela que cresceu com a transição para a democracia espanhola. Durante os anos 90, era chamada de Geração X, aquela com Winona Rider e o 'Commodore 64'. Pessoas desorientadas que estavam atrasadas para tudo (para as revoluções dos anos 70, para o movimento punk na década de 80). Sem uma ideologia ou razões para lutar. Aparentemente, eles tiveram todo mais fácil, visto que tudo já tinha sido feito por seus irmãos mais velhos. Eles perceberam logo que o futuro não estava no lugar onde eles achavam que estaria. Algumas almas perdidas habitam neste espaço: dois senhores vestidos de jogadores de futebol, personagens em uma busca incessante de alguma satisfação, adolescentes eternos capazes de emanar carinho e incapazes de qualquer outra coisa. Como nos filmes de amigos, há dois homens que, por algum motivo, estão sentenciados a embarcar em uma viagem juntos. Sem querer realmente, no fundo eles são uma extensão uns dos outros. Eles não são auto-suficientes e um deles só não seria bastante para uma mulher. A mulher é uma amante da estrada, alguém que não pode permitir-se ser amada, porque a vida não a deixa. Ela não é da mesma idade, ela é da Geração Y, alguém que sabe o que quer, mas não sabe como lidar com os sentimentos. As personagens do filme são arquétipos facilmente reconhecíveis. Eles, vestidos como jogadores de futebol, ela como uma prostituta. Eles estão unidos pelo seu calçado, totalmente inadequado para a ocasião. "Eles são perdedores que viajam pela natureza, cheios de falhas". - Alex Brendemühl |

