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Biografia Madame de Pompadour
Nascida em Paris em 29 de julho de 1721, Jeanne-Antoinette Etiolle, cujo sobrenome de solteira era Poisson, entrou no convento Ursuline para estudar. Dançou, atuou, cantou, estudou literatura e arte gráfica por muitos anos, e depois casou-se com Charles Guillaume Le Normant d’Etiolles, filho do tesoureiro do Banco Central e sobrinho de um importante coletor de impostos. Ela deu à luz um filho que faleceu logo após o parto, e depois teve o pequeno Alexandre em 1744, que faleceu aos nove anos. Sua beleza e inteligência a fizeram dama dos mais cultuados e sofisticados salões de Paris. Também apresentou-se para poucas pessoas em seu pequeno teatro no Castelo Etiolles, perto de Sènart, onde Luís XV costumava caçar e onde um dia a viu. Conheceram-se em um baile de máscaras no casamento de Dauphin. Jeanne-Antoinette foi convidada pelo rei novamente, que a conquistou e deu a ela o título de marquesa. Uma decisão do Parlamento forçou seu marido Charles Guillaume Le Normant d'Etiolles a separar-se dela completamente, e foi designado coletor de impostos por Luís XV. Jeanne-Antionette foi oficialmente apresentada à corte de Versalhes em 14 de setembro de 1745, durante as comemorações que marcavam o retorno da campanha do rei. A marquesa figura como uma mulher de muito bom gosto e que apoia os artistas e intelectuais de seu tempo. Admiradora de Rosseau, ela toca O Adivinho da Vila; é também muito interessada em pintura, e faz encomendas a Boucher, Gabriel e La Tour. Promove a publicação dos dois primeiros volumes da Enciclopédia de Diderot e D’Alembert. Em 1753, perto do Natal, a marquesa de Pompadour comprou o Hotel d’Evreux, hoje conhecido como o Palácio de Elysée (residência dos presidentes franceses).
Durante o inverno de 1764, foi diagnosticada com pneumonia e sua saúde piorou. Apesar de não ser a favorita, tornou-se a melhor amiga do rei que a visitava em seu leito sempre que podia. Deixou toda sua fortuna para seu irmão Abel, o Marquês de Marigny, e faleceu em 15 de abril de 1764, depois de dar adeus ao rei e receber a extrema unção. O funeral aconteceu na igreja de Notre Dame, cujo interior foi totalmente coberto de preto, e Madame de Pompadour, segundo seu desejo, foi enterrada no convento junto de sua mãe e filha. Luís XV permaneceu em sua sacada durante todo o funeral, apesar do vento e da chuva, e concluiu: “É o mínimo que posso fazer. Veja, minha amiga há vinte anos!” |


