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Biografia Philip Koch Philip Koch nasceu em 1982, em Munique. Quando ele terminou o ensino médio em 2002, fez vários estágios no Cinema e na Televisão. Desde 2003 ele tem estudado direção na Escola do Filme de Munique. O seu primeiro curta-metragem "Paphos e Galatea" foi premiado como "Melhor Vídeo Arte" em Cyprus Int. Film festival. Ele também trabalha como crítico de cinema para um jornal alemão. Em 2005 Koch fundou a sua empresa de produção cinematográfica Philip Koch Filmproduktion GbR com a qual ele tem produzido filmes de ficção e documentários, que já foram sucesso em festivais nacionais e internacionais de cinema. “Picco”, o seu primeiro longa-metragem, foi selecionado no Festival de Cannes em 2010.
Anotações do diretor Lumen é um filme sobre uma mulher que sofre de uma doença insuportável, praticamente desconhecida e, no entanto, com uma quantidade considerável de pessoas afetadas: uma alergia à luz. Esta é uma doença que se tornou conhecida na Alemanha com o suicídio de Hannelore Kohl, a esposa do ex-chanceler Helmut Kohl. No caso dela, a doença ficou tão extrema que mesmo a luz artificial fazia um grave dano na sua pele, forçando-a, portanto, a levar uma vida dentro de uma casa completamente escura. Este estado foi tão estressante psicologicamente para ela e para as pessoas mais próximas dela, que a levou a acabar com a sua vida.
Sempre me lembrando deste trágico incidente, me surpreendeu o fato de que não existisse um único filme que tentasse lidar seriamente com essa dificuldade particular, embora tendo muitas pessoas sofrendo essa doença. As razões para isso são ainda evidentes, como se fossem uma triste necessidade da doença: esta é uma enfermidade que só existe atrás de portas e janelas fechadas. Os pacientes que não conseguem sair mais ficam cada vez mais afastados e, por isto, quase ninguém sabe sobre as severas dificuldades dessa doença particular ou sobre a forte tensão que enfrentam as pessoas próximas ao doente e como isso afeta o cotidiano de todos eles.
Minha maior intenção quando fiz “Lumen” foi a de entregar ao público uma sensação quase física do que significa sofrer esta doença. Eu o fiz trazendo o poder de uma história forte e emocional: um relacionamento irmã-irmã; e narrando-o com uma estética forte, poética e altamente atmosférica. O impressionante trabalho da câmara de Stefan Linn permite ao espectador, como o protagonista principal, um olhar à luz tão bom como nunca antes e que não é prejudicial: então, na grande tela do cinema, a luz ainda vai cegar ao público. Porém, principalmente, o espectador vai viver na escuridão por quase 25 minutos e vai ser enredado na sombria e ainda poética força do filme...
O filme conta uma história intrigante de dependência, responsabilidade, traição e amor entre duas irmãs, possível, não pela doença em si, mas indiretamente pelas suas conseqüências psicológicas e físicas. Esta não é, afinal, uma história de alergia à luz, senão uma história dramática que ocorre no contexto desta alergia e que usa a doença como uma metáfora para revelar verdades profundas sobre nós, os seres humanos. |

