Entrevista - Andrea Bettinetti

Andrea Bettinetti

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Entrevista com Andrea Bettinetti (Diretor)

Como você descreveria As Rainhas do Terror em poucas palavras?

As Rainhas do Terror conta a história de Angela e Luciana Giussani, duas mulheres fortes de classe média que em 1962 criaram Diabolik, uma história em quadrinhos com uma peculiaridade: pela primeira vez na história dos quadrinhos, o herói é um ladrão cruel que não hesita em matar para alcançar seus objetivos escusos. Para a sociedade italiana da época, isso foi um choque. Diabolik se tornou um sucesso comercial incrível em pouquíssimo tempo, ainda que sob censura. Foi a primeira história em quadrinhos para adultos na Itália.

Você é fã dos quadrinhos de Angela e Luciana Giussani?

Era fã na minha adolescência. Adorava a fantasia do Diabolik, seu E-type Jaguar preto super estiloso, e mais ainda sua linda namorada, Eva. Eu gostava mais de ler suas aventuras que os quadrinhos de caubóis da época ou os heróis de Marvel. Eu me sentia um pouco subversivo e rebelde quando lia Diabolik. Claro que agora me divirto com isso.

Há uma febre de adaptações de quadrinhos para o cinema. Você acha que em breve veremos uma adaptação de Diabolik?

Não me surpreenderia se houvesse outra adaptação de Diabolik para o cinema em breve. A primeira foi em 1968, dirigida por Mario Bava, um diretor cult que foi redescoberto recentemente. Acredito que o herói Diabolik ainda tem grande apelo. Mas preciso dizer que fazer adaptações cinematográficas de quadrinhos é algo que os americanos fazem muito melhor que os europeus.

Como você compararia o mundo dos quadrinhos hoje com o dos anos 1960?

Não sou leitor voraz de quadrinhos, mas não acho que seja muito diferente. Talvez estejam passando por um momento de crise, mas tenho certeza que os quadrinhos sempre vão atrair novos leitores. Comparado a outras mídias, acredito que eles mantêm um importante apelo rebelde.

Como as irmãs Giussani revolucionaram o mundo feminino?

Veja a vida de Angela Giussani. No final dos anos 50 ela já era modelo, piloto de avião, amazona, empresária que criou sua própria editora num mundo machista que não abria muito espaço para a emancipação feminina. Além disso, ela teve a coragem de desafiar o moralismo da sociedade italiana ao transformar um vilão em herói de sua empresa... Angela, ao se divorciar, pagava pensão ao marido. Acho que não preciso dizer mais nada.

Você tem algum outro projeto em vista?

Eu finalizei há pouco um docu-ficção sobre uma pouco conhecida história de uma espiã durante a Segunda Guerra Mundial: Laura D'Oriano. A única mulher a ser executada em toda a história da Itália. Uma história

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