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Entrevista com Björn Hlynur Haraldsson (Helgi Marvinsson) Como você descreveria O penhasco. Que tipo de história os telespectadores podem aguardar? O penhasco é uma série de mistério e incerteza sobre um assassinato que envolve a cultura da Islândia, mas também trata de um drama familiar em que um pai perde seu filho, o que se torna o pior acontecimento da sua vida, o qual a transforma completamente. A presença de seu filho falecido dificulta levar uma vida normal e é prejudicial para sua carreira e seu relacionamento com sua filha. A personagem de Helgi está oprimido no início da série pelo seu drama pessoal. Ele se confronta com seus demônios durante o curso da série, pois o caso é um reflexo de sua vida. O penhasco trata de lendas locais e temas sobrenaturais. Você acredita nessas coisas? A Islândia é um país cheio de forças sobrenaturais. De fato, em cada pedra da ilha há uma criatura viva. Eles são criaturas com formas de duendes, que tratados com respeito, protegem você, mas se você não segue suas regras, não estará seguro; o azar pode tomar conta de sua vida diária. É como tratar com a natureza, temos que respeitá-la ou ela nos destrói. O penhasco está ligado a esse estigma. São comuns estas lendas no folclore islandês? Exatamente é isso o folclore islandês tradicional, tem sido parte do país desde que a ilha foi povoada pela primeira vez. As sagas islandesas estão ligadas a estas lendas também. Há uma conexão entre as histórias, a paisagem e as pessoas. Se você não acredita em duendes, eles vão fazer você acreditar de uma ou de outra forma. Nós somos apenas visitantes nesse mundo. Como você se preparou para a personagem de Helgi? Fiz alguns procedimentos policiais padrões como preparação para o filme, no mesmo departamento de polícia em que a personagem trabalha. Poder-se-ia dizer que é como um CID (departamento de investigação criminal), como na série CSI, mas os americanos tem muito mais tecnologia. O penhasco é mais da forma como é na realidade, pelo menos na Islândia. Pessoas que têm de investigar tais mortes ou tragédias são admiráveis. Você tem de se distanciar da humanidade para fazer esse tipo de trabalho e nunca levar trabalho para casa. Essa não é minha primeira personagem como um policial. Há alguns anos, eu estava no filme Jar Cite, baseado em um romance de crime muito popular na Islândia. A preparação foi semelhante ao de O penhasco - basicamente, entrar na mente do personagem que se representa. Você trabalhou em teatro, cinema e televisão. Qual é seu preferido e qual é a diferença entre estes campos da atuação? Na minha opinião, é muito bom para um ator fazer um pouco dos três. Eu tenho a sorte de ter feito isso na minha carreira. Também estou dirigindo e escrevendo, então me afastei da atuação de teatro nos últimos anos. Eu acho que em média faço de uma a duas produções a cada ano. É muito diferente atuar em filmes e subir ao palcono teatro. Já entre cinema e televisão, não á muita diferença. Possivelmente, a maneira de contar a história seria a única diferença, porque na televisão há um tempo maior para desenvolver as personagens. O teatro é um gênero completamente diferente. Você tem que se expressar muito mais fisicamente e se entregar mais para o público. Tem muito a ver com o uso da voz e do corpo. Uma parte importante do teatro é a energia e a reação da audiência. No entanto, a minha paixão é fazer filmes. É arte que mais me interessa dessas três opções. O que você acha de uma série de televisão islandesa apresentada nos Estados Unidos e na América Latina? Você sabe de outras produções que atingiram tal difusão em outros lugares? Eu honestamente não sei se há produções do país que possam ser encontradas em outras partes do mundo, mas estou animado para saber o que vai acontecer com o penhasco porque é um bom exemplo do cinema desenvolvido no meu país. É um thriller com toques modernos da realidade cotidiana da cultura islandesa, acho que pode ser muito interessante para o público em Norte e América do sul. Atualmente você está trabalhando em algum projeto? Estou, atualmente, em Budapeste filmando os Borgias para a Showtime. É a terceira temporada da série e vou continuar a gravação durante quatro meses. É emocionante fazer parte disso porque não estou muito acostumado a grandes produções. O cinema e a televisão são uma linguagem usada por apenas três mil pessoas em todo o mundo e é claro que você não há orçamentos tão grandes. |


