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Entrevista com Samuli Vauramo (Aaro Harjula) Quais fatores você leva em consideração para escolher os filmes que vai trabalhar? A história é sempre o fator mais importante para mim quando escolho um projeto. Quer dizer, eu me identifico com a história e o personagem. Como se sentiu em participar de um projeto tão comovente? O filme é baseado em um livro e eu o tinha lido muito bem antes que o script existisse. Devo dizer que eu me senti muito forte nesta história. É uma trama dura e muito honesta sobre o que acontece com as pessoas quando vivem sob o constante medo da morte e da tirania. Quando li o roteiro, eu soube que tinha de obter o papel. Foi difícil fazer o personagem de um líder militar? Eu servi nas forças armadas e eu sou um pouco aficionado da história, então foi fácil. Também trabalhei com method acting (uma técnica em que os atores criam neles mesmos as sensações e emoções dos personagens), então eu morei em uma velha tenda militar durante a filmagem. Funcionou bem para este projeto, mas eu não usaria a mesma abordagem para uma comédia romântica. Qual é a melhor lembrança de ter trabalhado em Lágrimas de abril? O dia em que filmamos as cenas com o menino pequeno foi muito difícil emocionalmente, mas ao mesmo tempo tinha algo muito bonito e delicado nisso. Quando a gente atua com uma criança, a gente nunca sabe quão seriamente eles o estão levando. Eu lutei um pouco com isso. Também a minha última cena, onde "Aaro" toma sua decisão, é algo que não vou esquecer. Como foi a experiência de trabalhar com George Clooney em Um homem misterioso (título no Brasil) / O Americano (título em Portugal)? Trabalhar com George Clooney e o diretor Anton Corbijn foi incrível. Meu papel no filme é bem pequeno, mas quando a gente pode trabalhar com dois de seus ídolos, isso não importa. A gente só está muito feliz de conhecê-los e ter a chance de trabalhar com eles. |

