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Entrevista com Aleksandras Brokas (Diretor)
Sendo lituano, por que você decidiu fazer um documentário sobre uma tragédia no Azerbaijão? As histórias de muitos países pós-soviéticos são muito semelhantes. A Lituânia e outros países bálticos estiverem muito próximos deste tipo de tragédia. No início da década de 90, a União Soviética incitou conflitos entre diferentes grupos étnicos como única forma de manter o controle sobre nossos países. Muitas dessas histórias foram cuidadosamente escondidas até os nossos dias, e, só agora, depois de mais de 20 anos de independência, elas podem finalmente ser contadas.
Os que foram heróis para um lado eram assassinos para o outro. Como o documentário consegue colocar uma mensagem imparcial sem tomar partido? Nós não estamos fazendo nenhum julgamento sobre a situação. Convidamos jornalistas de guerra internacionais e profissionais de cinema de mais de 15 países de todo o mundo a participar de nosso projeto. Também, pela primeira vez em 20 anos, ambos os lados do conflito tiveram a possibilidade de contar suas histórias. Nossa missão era coletar fatos sobre o acontecimento trágico e deixar espaço suficiente para a impressão do público.
O que mais o comoveu ao fazer as entrevistas com as vítimas e ouvir suas histórias? É sempre difícil ouvir histórias de guerra uma vez que elas são muito tristes. Não importava o lado do conflito que eu estava ouvindo. Não houve vencedores na guerra. Cada conflito fez mal para muitas gerações futuras.
Como você conseguiu Jeremy Irons para narrar o documentário. Ele estava interessado no projeto desde sua concepção? Jeremy Irons decidiu participar de nosso projeto quando o documentário estava quase terminado. Eu acredito que sua motivação para narrar Corredor Interminável foi inspirada por uma história sobre a tragédia do destino humano.
Você esperava que o documentário fosse tão bem-sucedido como foi no circuito internacional? Quando começamos o projeto percebemos que esta história trágica muito sensível iria ser reconhecida por uma audiência internacional apenas se o documentário fosse contado a partir de ambos os lados do conflito. Esse foi um de nossos principais objetivos. Apenas este ano, Corredor Interminável foi nomeado mais de dez vezes para Melhor Documentário, Melhor Diretor, Melhor Edição e Melhor Produtor em uma série de diferentes festivais de cinema internacional, e já recebeu cinco prêmios de prestígio.
Existe algum outro conflito ou tragédia sobre o qual você gostaria de fazer outro documentário? Em meus filmes futuros, eu gostaria de falar mais sobre a capacidade de viver em paz e com dignidade.
Você está trabalhando em algum projeto de filmagem no momento? Pode dizer aos nossos telespectadores algo sobre isso? No momento, estamos trabalhando em alguns projetos. Um deles é sobre as mentes humanas e a capacidade de ela controlar a realidade que nos rodeia em nossa vida diária, e como a vida humana se tornar melhor depois de reconhecer que nada acontece por acaso.
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