Entrevista com Anne Le Nen

Anne

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Entrevista com Anne Le Nen

 

Como você se envolveu neste projeto? O que atraiu você?
Eu devo a minha presença à roteirista Jackye Fryszman, que viu Antigone 34, uma série policial na qual eu tinha o papel principal. Ela queria ter Muriel Robin e eu na tela e escreveu um roteiro feito para nós. Infelizmente, o canal France 2 não aceitou. Portanto, Jackye escreveu outra história com nós duas, Ingrid & Lola - Caminho a Manta Corridor. Que foi uma surpresa para nós, uma boa surpresa!

Como você se preparou para o papel da Ingrid?
Eu acho que você está falando sobre o aspecto físico do papel. Eu só tive 7 horas de Pole Dance com Doris Arnold, a campeã francesa. Instalei uma barra de pole dance em casa e repetia a coreografia sozinha, à noite, depois de longos dias de gravação. É muito doloroso, mesmo as posições básicas. Como eu gosto de desafios físicos, não me desmotivei. Quando perguntei a Doris se poderíamos falar sobre a dor, ela me respondeu com um grande sorriso: "Não, não falamos sobre isso porque não é sexy…"

Quais são as principais diferenças entre a sua Ingrid e a do filme anterior?
Esta é uma pergunta complicada. Nós interpretamos a mesma personagem. Acredito que a diferença reside na nossa forma de personificar a Ingrid, obviamente vinculada às mulheres que somos. Eu acho que poderia haver tantas Ingrids como o número de atrizes que a interpretariam.

Como foi a experiência de trabalhar com Muriel Robin, sendo também a pessoa com quem você compartilhou a sua vida?
Para mim, é um prazer e uma honra atuar com ela. No entanto, houve uma pequena pressão uma vez que eu queria dar o meu melhor. Muriel é uma ótima profissional. No set, nós éramos duas atrizes. Essa foi uma experiência muito enriquecedora.

Se houvesse oportunidades ou outras adaptações de Dominique Sylvain, você gostaria de manter seu papel de Ingrid?
Com certeza! Ingrid tem vários lados e você não vai ficar entediado enquanto interpreta uma mulher com uma personalidade tão rica e positiva. Uma série seria maravilhosa, mas devemos deixar isso para Dominique Sylvain!

Quão importante você considera este filme ser transmitido em outras regiões como a América do Sul?
É um orgulho para toda a equipe e para nosso diretor, Jérôme Foulon, ele ser transmitido em outras regiões do mundo. É maravilhoso imaginar os nossos personagens viajando, falando línguas diferentes e seduzindo outro público.

Qual é a sua melhor memória dos dias de gravação de Ingrid & Lola – Caminho a Manta Corridor?
Eu diria que a minha melhor lembrança foi o intenso confronto entre Abel Leonard e Ingrid, em seu vestiário, depois do show. Adorei fazer essa cena. Por outro lado, eu e Muriel rimos muito. Por sorte, foi uma gravação longa. Ríamos ao ponto de chorar, como duas crianças!

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