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Entrevista com Bartek Kaminski (protagonista da série)
Como você se envolveu no projeto e conseguiu o papel principal? Primeiro, eu fui contatado pelos produtores de elenco que me falaram sobre o projeto. Após várias reuniões tanto com o agente de elenco como com a diretora, eu consegui o papel. Eu já havia trabalhado com a diretora, por isso, ela já conhecia a mim e ao meu trabalho.
Como você se preparou para o personagem? A minha preparação para o papel principal foi principalmente, além do "trabalho psicológico normal" que o ator faz, trabalhar com a língua. Tomasz é um linguista polonês que vai para a Noruega para encontrar seu pai. Sua estadia se prolonga e ele aprende a falar norueguês. Por isso, meu trabalho como ator exigiu que eu precisasse melhorar meu polonês o que foi difícil, pois eu não vivo na Polônia há 30 anos. E também criar um desenvolvimento na nova língua de Tomasz. De um norueguês muito rui a um bastante fluente no final da série.
O que os telespectadores podem esperar de Tomasz e da série nesta primeira temporada? Eu acho que os telespectadores podem esperar um personagem principal um pouco diferente do que eles estão acostumados. Muitas vezes vemos personagens principais como pessoas dinâmicas, determinadas e versáteis em um universo narrado que de alguma forma os desafia. E, em seguida, os desafios devem ser superados pelo personagem para que ele ou ela chegue à sua meta. Tomasz não é assim. Inicialmente, os escritores o descreveram para mim como um homem que é como uma folha ao vento. Ele é gentil. Bom. Inseguro e curioso. Ele está procurando algo, mas não sabe bem o que. Portanto, ele acaba em situações estranhas.
Qual é a sua perspectiva sobre a imigração na Europa? Mudou de alguma forma depois de estrelar a série? Esta série foi feita quando a migração da Polônia para a Noruega atingiu o pico. Em poucos anos, milhares de trabalhadores poloneses vieram para a Noruega trabalhar onde quer que eles fossem necessários. Eu acho que isso criou uma curiosidade para quem pensa vir para a Noruega: quem são, o que eles pensam de nós e assim por diante. Meus pensamentos sobre o povo polonês são um pouco mais sutis do que o ponto de vista da Noruega, simplesmente porque eu sei mais sobre a sociedade e a cultura polonesas do que eles.
No entanto, eu percebi que mesmo eu não conheço o meu velho país e os meus conterrâneos como achava. Isso porque eu não vivo lá desde que era uma criança. Por isso, para mim, trabalhar com atores poloneses foi fantástico. Eu consegui ter um novo olhar sobre o que significa ser polonês hoje, a sociedade e todos os pequenos detalhes que eu perdi: porque eu sou mais norueguês agora do que polonês. Nós filmamos principalmente na Noruega, mas também gravamos na Polônia, em Varsóvia. Esta foi uma experiência profunda para mim, porque eu senti que minha vida tinha dado, em certo sentido, um círculo completo.
Como você descreveria a evolução de seu personagem, começando como um imigrante à procura de seu pai, ao final da primeira temporada? A evolução da Tomasz na primeira temporada foi uma viagem de um homem que não sabe o que quer para um homem que realmente não sabe o que quer e até mesmo quem ele é. Ele experimenta os momentos mais estranhos, mais engraçados, mais tristes e dolorosos, porque ele simplesmente não tem certeza de qual é a coisa certa a fazer.
Se você tivesse a chance de ajustar algo de Tomasz, o que você mudaria nele? Eu não mudaria nada em Tomasz. Ele não seria Tomasz se eu fizesse isso.
Você está trabalhando em algum projeto no momento? Você pode nos falar algo sobre ele? No momento, estou trabalhando no teatro e em uma série de TV. Eu vou começar a ensaiar uma nova peça em poucas semanas e estou realmente ansioso por isso. Chama-se The Play That Goes Wrong, um enorme sucesso em Londres agora, que fala sobre um grupo de teatro amador e sua noite de abertura catastrófica. Uma das coisas mais engraçadas que li. Nada superar interpretar um ator ruim!
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