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Entrevista com Charlotte Munck (Anna Pihl) Nos apresente o programa em algumas palavras? Conta uma história quase arquetípica da polícia, mas neste caso, de uma perspectiva humana. Comparada com outras séries policiais é talvez, uma perspectiva menos 'fantasiosa' e 'conspiratória', É, talvez, uma história mais verdadeira sobre o que significa um policial como um ser humano inteiro, profissional e pessoalmente. O que a atraiu na personagem Anna? Eu amei o fato de ela ser uma novata em tudo, querendo sinceramente alcançar o sucesso desde o primeiro dia, uma lutadora, com um profundo entendimento da natureza humana, uma qualidade ela usará cada vez mais em seu trabalho enquanto a história se desenvolve – o que a torna uma ótima policial. Quão desafiador foi interpretar uma policial? Eu acho que deve ser uma das mais difíceis e algumas vezes menos gratificantes profissões de todas, tendo que lidar e ficando exposto ao lado mais rude da vida diariamente, e ainda ser capaz de levar uma 'vida normal' quando vai para casa. Eu acho que é inevitável, em todas as profissões, ser afetado pelo que acontece. Então, é um grande desafio – um mundo muito distante do meu – fisicamente e psicologicamente. Havia todo uma nova forma de pensar para abranger, o que eu como atriz acho extremamente excitante, mas com certeza este papel me fez experimentar emocionalmente o lado mais escuro do trabalho como policial. Há uma linha muito fina e complexa entre poder e impotência em situações extremas. Você pode descrever a sua experiência de trabalhar com todos os envolvidos neste trabalho? Ser a personagem principal da série significa que eu estava no set quase todas as cenas, - é uma experiência maravilhosa trabalhar sem parar e intensamente com tantos ótimos atores, diretores, fotógrafos, cenógrafos... Especialmente Iben Hjejle, que você deve conhecer pelo trabalho no filme americano, "Alta Fidelidade", foi um grande prazer trabalhar com ele -, além do sueco Ola Rapace e diretor Mikkel Nørgaard, - só para mencionar alguns de um grupo de pessoas inspiradoras. Quais são as principais diferenças entre as séries de TV dinamarquesas e as da televisão de Hollywood? Eu acho, de uma forma bem geral, que para terem sucesso financeiro e de crítica, as séries dinamarquesas, tem que capturar e unir toda a nação: os jovens, os velhos, as crianças, os adultos, porque somos somente 5 milhões de pessoas neste país, até onde eu vejo, as séries americanas conseguem ser mais específicas em quem eles querem como audiência e que tipo específico de história eles querem contar. Recentemente, foi a estréia de Minha Linda Lady, no qual você interpreta Eliza Doolitle, no Danish Royal Theatre. Como foi esta experiência? Maravilhosa... E de muito trabalho – a linda combinação destes dois elementos. É um papel fantástico e desafiador de interpreter em todos os sentidos – fisicamente e emocionalmente –, é uma história sobre amadurecer, sobre ambição e sobre encontrar o seu caminho na vida, descobrindo o seu eu verdadeiro, suas verdadeiras habilidades, e aprendendo como abrangê-los e ser capaz de usá-las de forma completa. Foi uma grande emoção e uma grande jornada no palco todas as noites. Quais são os seus próximos trabalhos? Muitas coisas diferentes, mas no geral é isto: Nesta quinta, será a minha estréia como 'dramaturga' numa peça chamada "Maybe". Eu fui convidada a participar, escrevendo e atuando num ato de 15 minutos, como parte de uma peça baseada em várias contribuições, todas inspiradas pela palavra Maybe (Tal vez). É um grande caminho a se seguir na minha carreira, e algo que eu quis explorar por um longo tempo e muito satisfatório. E, mais tarde, este ano, vou desenvolver e atuar num projeto de Carl Th. Dreyer, um cineasta dinamarques legendário, famoso mundialmente, com direção de Stuart Lynch. |


