Entrevista com Ivo Canelas (Ator)

The Mystery of Sintra

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Entrevista com Ivo Canelas (Actor)

O que podem esperar os espetadores do mistério da estrada de Sintra?

Eu diria que o filme é uma espécie de thriller sobre a cultura portuguesa do século XIX.

Como você se preparou para representar ao escritor Eça de Queiroz?

Foi uma experiência intensa. Quando me ofereceram o personagem eu morava em Nova Iorque. A noite em que eu viajava eu falei para um amigo do que ia interpretar a Eça de Queiroz e ele disse “então você vai ter que emagrecer”. Isso ficou na minha mente e foi parte essencial da minha preparação. Perdi quase 20 quilos com uma dieta especial de não comer alimentos sólidos durante um mês.

Nesse filme você pode viver em outra época, se realmente pudesse fazer isso, em que época você gostaria de viver?

Em algum lugar no futuro. Tenho uma curiosidade enorme pelo futuro. Se eu tivesse que escolher algum lugar no passado, adoraria ir antes do que a humanidade existisse.

Como se deu sua participação no filme, você fez um casting ou você conhecia ao diretor?

Eu já conhecia o diretor e ele tinha me convidado para fazer algumas coisas faz alguns anos mas nada aconteceu nesses momentos.

Como foi essa experiência de trabalhar com Jorge Paixão da Costa, uns dos grandes nomes da indústria do cinema e a televisão no Portugal?

Foi muito interessante, nós temos uma relação boa. Ele é um homem muito apaixonado –como seu sobrenome- e com uma mente muito aberta, assim que nós tivemos uma relação muito bonita. Éramos como crianças no play com todas essas máquinas e essas cenas para brincar.

Qual é a sua percepção da indústria do cinema no Portugal?

Tendo trabalhado na Espanha e na Itália, eu diria que não temos uma indústria do cinema no Portugal. Contamos com uma infraestrutura mínima e com essa crise é complicado. Estamos financiados pelo estado e agora o governo não esta aportando dinheiro.

Tomara que esta falta de financiamento do governo puxe às pessoas para encontrar outras fontes de ingressos e financiamento que não são fáceis de jeito nenhum. Também acho que as empresas que apoiam os filmes deveriam se beneficiar de algum tipo de redução fiscal que ajude desenvolver a cultura através do cinema.

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