Entrevista com Jacques Gamblin

Jacques Gamblin

Entrevista com Jacques Gamblin (Capitaine Christian Janvier)


O que você tem a dizer sobre a o prêmio de melhor ator no Festival Internacional de Telenovelas de Mar del Plata?

Primeiro eu gostaria de agradecer a todos que me deram este prêmio. Não sei nada a mais para dizer a não ser que estou muito feliz.

Você já visitou a América Latina?

Ainda não, mas pretendo visitar. Ainda não sei como: de avião, nadando ou de barco. Minha preferência seria por barco, levado pelos ventos alísios. Eu vou realizar este sonho. Está escrito. Eu tenho amigos que muitas vezes mencionam o Brasil e a Argentina e eles têm laços lá. Cabe a mim tomar as rédeas dos meus desejos. Está nas minhas mãos.

Como você explica o sucesso de As Esquecidas com os telespectadores do Eurochannel?

Acredito que a qualidade e a singularidade da série é que faz o seu próprio sucesso. O assunto da série é muito tocante. Temos a sensação de que esta tragédia pode facilmente acontecer conosco.

Além disso, é uma série que mostra os eventos com imagens e diálogos fantásticos. As personagens são verdadeiras e justas. O espectador provavelmente entra na cabeça deste homem que dedica a sua vida obsessivamente para trazer à tona a verdade, quase ao ponto de se perder de si mesmo. Ele tem um jeito de se permitir penetrar nas coisas e se levar por elas. Ele decidiu que o tempo não existe e talvez, é a raridade deste personagem que o faz notável. Talvez existam muitas outras razões que eu não sei.

Entretanto, o que eu sei é o prazer que eu tenho em dar vida a esta personagem, junto com linda parceria que tive com Hervé Hadmar, que segue com uma bela carreira como escritor e diretor gráfico de lindas produções.

Existe uma sequência programada para As Esquecidas?

Não, ainda não ouvi falar nada sobre uma sequência.

Quais são seus futuros projetos, no cinema e na televisão?

Meus projetos são os lançamento de filmes.

Filmes: Le Premier homme de Gianni Amelio (baseado num livro de Albert Camus), Le Nom dês gens de Michel Leclerc, que estréia em Novembro na França (um filme muito engraçado, mas cheio de humanidade), Ni à vendre ni à louer de Pascal Rabaté (um filme silencioso, engraçado e poético).

Na televisão: L'infiltré de Giacomo Battiato, para o Canal +, Une vie Française de Jean-Pierre Sinapi (baseado na novela de Jean-Paul Dubois). Os filmes são muito diferentes entre si e é melhor assim. Tenho muita sorte.

Mais uma vez, obrigada por este prêmio e "Bom Voyage" aos espectadores do Eurochannel!