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Voltar ao Passagem de ida a Mombasa Entrevista com Joonas Saartamo (Jusa) Como se preparou para o personagem? Eu conheci alguns pacientes reais de câncer e tive a oportunidade de falar com eles sobre como se sentiam física e mentalmente na enfermidade. Eu usei um moletom durante todo o verão para não receber nada de sol. As pessoas na cidade achavam que eu era um drogado. Depois eu perdi muito peso, talvez seis ou sete quilos. É claro que o outro ator e eu ensaiávamos juntos algumas das cenas e chegamos a nos conhecer. Por que Mombasa no filme se tem praias incríveis na Europa (França, Itália, Grécia)? Houve alguma razão especial para isso? Segundo o diretor, Mombasa está na imaginação do povo como um lugar distante e exótico, suficiente para ser o paraíso que Jusa procura, Rivera não era suficiente. A canção título do filme também fala de Mombasa e realiza os sonhos das pessoas com seu erotismo e seu amor. Jusa parece um jovem muito aventureiro, o que há da sua personalidade na de Jusa? Naquele tempo (faz 11 anos) eu tinha literalmente os dois em mim; a tenacidade e a aventura, mas eu as tenho suavizado. Na verdade, eu já não quero ser mais um jovem duro. Os garotos durões não são os que estão por ai procurando briga, os verdadeiros rapazes durões são os espertos. No entanto, eu ainda sou o aventureiro, eu quero ser desse jeito. Eu sou como o Peter Pan, eu nunca vou crescer. No caso de Jusa é melhor ser uma pessoa vivaz do que sofrer. E, claro esse é um filme, então é ficção, nem todas as pessoas na vida real do Jusa poderiam ter a mesma energia. Eu acho que é por isso que fazemos filmes, para iluminar as pessoas e que tenham a força de seguir para frente. Qual é a mensagem do filme? Todos os que estejam abençoados com a vida deveriam desfrutá-la! Especialmente se a gente nasceu com saúde e em uma circunstância que lhe permite fazer o que quiser; olhar ao redor e ver toda a beleza a nosso redor. Não sabemos quando vamos morrer e, especialmente, como no caso de Jusa, se a gente ainda puder encontrar uma razão para viver, aí é que eu tenho de dar o maior respeito. Não se estressar, lembrar que tem de se relaxar, viver e seguir seus sonhos! Para você, qual é a importância do cinema finlandês para o resto do cinema europeu? Eu acho que está levantando a cabeça. Há mais cineastas e a maneira de fazer filmes está se espalhando. De repente, quase qualquer um pode ser cineasta por causa da Internet. Kaurismäki mostrou que se a gente realmente crê no seu próprio estilo, a gente pode vir de um país pequeno. Os locais são tão especiais aqui que acho que isso explica o porquê mais cineastas estão chegando. Acabamos de fazer um filme, eu ainda não sei o nome dele em inglês, mas é algo assim como Drunken Maniac's Diary (Diário de um Maníaco Bêbado), onde o estilo é único e a atuação é realmente grotesca. Eu espero que gere discussões sobre o mal uso do álcool mas também sobre a possibilidade de fazer filmes que tenham o seu próprio estilo. Nem sempre tem de ser realismo, por que não podemos fazer filmes mais absurdos? Atualmente está envolvido em algum projeto? Poderia nos dizer um pouco a respeito? Como disse, acabamos de terminar uma filmagem e o filme vai ser estrelado em dezembro. No começo desse ano estrelamos outro filme onde eu interpreto um fanático do futebol, se chama The Fanatics. Eu não tenho certeza se ainda está nas salas de cinema. Eu também vou mencionar aqui um filme que estreou no final do ano passado que se chama Silence, pelo qual ganhei o Prêmio de Melhor Ator Masculino. Em outono eu vou fazer teatro aqui na Finlândia. |

