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Entrevista com Michaela Pavlátová (Diretor) Como você começou a trabalhar no projeto? O roteiro de Corujas, de Irena Hejdova, ganhou um prêmio em um concurso de roteiristas checos e a minha produtora Katerian Cerna se apaixonou por ele. Ofereceu fazer um filme da história. Eu fiz várias mudanças no roteiro para adaptá-lo. Como foi a seleção dos atores? Desde o começo soube que o papel principal, Ofka, deveria ser interpretado por Martha Issova. Eu admirava o seu jeito de atuar no teatro e a sua atuação natural, ela é uma pessoa muito especial, muito forte e amável. Sempre achei que gostaria de trabalhar com ela. O problema era encontrar alguém para Ubr, seu amigo. Queria encontrar atores originais. O casting era enorme de atores e não atores. Logo, quando Juri Madl chegou, foi simplesmente o melhor. Levei um tempo para ficar convencida porque ele já era popular desde adolescente mas finalmente foi a melhor decisão. Como reagiu às nomeações na Karlovy Vary e os prêmios eventualmente recebidos? A estreia do filme foi em Karlovy Vary e teve reações positivas e negativas. Esse não é um filme para todo o mundo. Mas de alguma forma, sempre a gente lembra mais as coisas negativas do que as positivas e na estreia fui embora para casa no meio da festa. Deprimida, triste, desliguei o meu celular e não abri o correio eletrônico, eu só queria deixar de ser parte do filme. Logo, o meu produtor ligou para o meu marido achando que tinha me acontecido alguma coisa e me falaram dos dois prêmios. Foi uma verdadeira surpresa para mim e para Marta e Jiri, estávamos fazendo piada sobre o que tal vez os prêmios eram para papeis de criança, ambos são muito jovens. O que características da cultura checa podem identificar as pessoas de outros lugares quando vêm o filme? Se tem alguma coisa especificamente checa, isso é difícil de dizer. É uma história universal. A personagem principal, Ofka, está em um estado de animo e em uma situação na qual qualquer pessoa pode estar. Ela não enxerga nenhuma perspectiva para ela, tem que se responsabilizar e começar agir. Sua atitude pode parecer ridícula ou não compreensível para as demais pessoas. Ela é mimada porque não há guerra, sua família não é pobre, porque ela atua como se fosse tola? Tal vez essa seja a razão. Ela não tem nenhum problema, assim do que tem tempo para se comportar desse jeito. Se ela estivesse em uma situação mais difícil, em outro país, provavelmente não poderia mal gastar sua vida como ela faz. Você trabalha também em filmes de animação, e que gosta mais dirigir, animação ou pessoas? Eu gosto das duas coisas, cada uma tem suas características próprias. Na animação você pode expressar coisas que você não pode na realidade e ao contrário. Da animação gosto da independência, a concentração, você está completamente sozinho criando um universo, sem dar explicações, você é o criador. Mas as vezes há solidão e os filmes não chegam à audiência como os filmes com pessoas. Os filmes normais são cansativos, horríveis e fascinantes, você esta falando com as pessoas o tempo todo, decide coisas com a esperança do que sejam corretas, fingindo que está cheio de energia quando na realidade não é verdade... Mas tem a energia das pessoas, os atores as vezes trazem ideias novas, tudo é emocionante e tem um “ brilho do pó das estrelas” Está trabalhando em algum projeto agora? Tenho vários projetos em preparação, pero só alguns deles verão a luz. Assim, no momento na minha mesa ou na minha cabeça (estou em uma fase diferente de desenvolvimento ou na espera de algum dinheiro) tenho um projeto para uma série de ação para a televisão com algumas peças de animação em ela, um filme de ação para televisão, um filme de títeres sobre o natal, entre outros. |


