Entrevista com Richard Berry

 

Berry

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Entrevista com Richard Berry (Protagonista)

Como você se preparou para este papel?
No início, quando eu concordei, era um filme único. O primeiro filme foi sobre a cegueira, então eu basicamente trabalhei com pessoas que têm de aprender a viver sem a visão. Foi muito interessante, e o tempo que passei com eles foi fantástico. Depois disso, em casa, eu treinava viver com uma venda nos olhos. Eu pratiquei muitas vezes para compreender as coisas com os outros sentidos: olfato, tato e audição.

O personagem se define em uma espécie de fragilidade e vulnerabilidade, e eu mantive essa abordagem do personagem para o segundo episódio, que foi gravado há pouco tempo.

Então, para você, o maior desafio para interpretar esse personagem foi aprender a viver como uma pessoa cega?
No início sim, com essa desvantagem que levou a um tipo de perfil psicológico do personagem que é um homem um pouco vulnerável, e isso é interessante nele. Ao mesmo tempo, ele é um cara solitário, que não se comunica muito, e é um pouco antissocial.

Então, a principal característica do personagem seria esta vulnerabilidade apesar do fato de ele ser policial?
Sim, é isso. Esse tipo de sensibilidade lhe permite compreender os casos, os assassinatos que ele tem de resolver. Ele entende isso melhor porque ele tem uma hiperfragilidade, uma hipersensibilidade.

Parece que há algo acontecendo entre Lanester e Gabrielle. Como você acha que isso vai evoluir no terceiro episódio? Em um romance ou em algo mais paternal e protetor?
Eu li o terceiro episódio, que vamos começar a filmar em duas semanas. Os telespectadores vão descobrir. Mas nós sentimos que eles são complementares e que há uma cumplicidade entre eles que pode evoluir, mas não sei como ainda. Vamos ver. Mas, por enquanto, ela não tem a mesma sexualidade, ela gosta de mulheres.

Você gostou da leitura do terceiro episódio?
Sim, gostei muito, pois ele destaca questões reais e os problemas que são atuais em países preocupados com as empresas farmacêuticas que fabricam medicamentos.

Depois de adaptar obras de Françoise Guérin, você acha que a série pode adaptar eventos da vida real? Talvez tragédias como Charlie-Hebdo?
Certamente não nesta série. Isso é muito sério e o público na França não está nada pronto para ser espectador de assuntos que os afetam. Isso é um grande problema que ocorre na França, temos dificuldade em falar sobre os problemas que vivemos na vida cotidiana.

Você está trabalhando em algum projeto no momento?
Eu trabalhei no lançamento de meu filme (Tout, Tout de Suite) porque eu também sou diretor. Eu vou filmar o terceiro episódio de Lanester e então vou fazer meu sétimo filme em setembro.

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