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Entrevista com Richard Elis (Wyn Rowlands – Estúdios galeses e de mídia) Como foi a sua experiência de interpretar um professor? A experiência de interpretar um professor foi muito interessante para mim. Meu pai era professor e minha mãe trabalhava como assistente de sala de aula, então eu cresci com esse mundo ao meu redor Como se preparou para interpretar a Wyn? Foi à escola para ver como era? Falou com professores? Eu acho que encontrar uma conexão pessoal com cada personagem que eu interpreto é sempre importante. Então, para Wyn, eu criei uma combinação de alguns professores que eu lembrava da escola, alguns bons e outros nem tanto! Eu não fiz uma visita específica à escola para esse trabalho, mas eu também trabalho para o Teatro da Juventude Nacional do País de Gales, então eu faço oficinas no ambiente escolar durante o ano, assim eu sabia como era o procedimento escolar. Eu falei com professores, mas não como uma pesquisa direta. Estar com eles de uma maneira relaxada, com um copo de vinho, foi a melhor maneira de fazê-lo. O que você achou mais atraente em fazer uma série sobre professores em Cardiff? A camaradagem de ser uma galera de atores trabalhando juntos em um projeto foi muito especial. Geralmente a gente faz uma série e só trabalha com três ou quatro atores, mas graças à natureza da série todos tivemos de trabalhar juntos e quase nos sentimos como crianças de escola de novo! As cenas nas que estamos na sala de professores sempre acabavam em ataques de riso. Poderia se dizer que ser professor é uma profissão boa (estável e rendosa) no País de Gales e em Cardiff? Eu acho que o ensino é o mesmo no mundo todo, mais do que um trabalho é uma vocação. Transmitir o conhecimento à geração seguinte é o mais importante que podemos fazer. Nessas circunstâncias, eu acho que os professores teriam de ser mais valorados do que são no Reino Unido. Você acha que a série dá um retrato fiel da vida dos professores no País de Gales? As pessoas em outros continentes podem confiar nessa visão? Eu acho que aquilo que é importante lembrar em Home/Work é que é uma série de drama. Por isso, claramente está exagerada. Muitas coisas na série aconteceram, mas não durante uma semana em uma escola só. Se fosse uma versão verdadeiramente realista, não seria dramática. Eu acho que a beleza da série é que está baseada em uma escola, que é algo universal. As escolas podem ser diferentes no mundo em alguns aspectos, porém sempre têm elementos que são os mesmos, os professores e os alunos. Todos estiveram lá e lembram a seu jeito esses sentimentos quando assistem a série. Faz-nos lembrar afetuosamente ou nos permite reviver momentos de raiva que todos sentimos como adolescentes ou adultos jovens. Está envolvido em algum projeto de atuação atualmente? Pode nos dizer algo ao respeito? Eu tenho a sorte de ser um ator profissional, então a minha carreira é interessante e variada. Esse ano eu participei na filmagem de um comercial para o torneio de futebol Euro 2012 em Barcelona, na Espanha. Eu fiz uma peça de teatro que se chama Bedroom Farce em Ipswich, na Inglaterra. Eu também estou fazendo uma oficina para escrever uma nova peça de teatro com os detentos de uma prisão em Bridgend, no País de Gales, que são os escritores da peça. Também vou começar a filmagem da nova série Home/Work em algumas semanas. Então eu tenho estado ocupado, mas também tem sido muito divertido. |

