Entrevista com Yale Strom

 

Yale Strom

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Entrevista com Yale Strom (Diretor)

Primeiramente, como é que um norte-americano acaba sendo um dos etnógrafos mais importantes da música klezmer no mundo?
Eu nasci em Detroit em uma família judia. A música sempre esteve presente em casa e na minha alma. Quando eu tinha 23 anos ouvi uma banda klezmer em San Diego e quis me juntar a eles, mas o líder não me deixou e foi assim que eu decidi formar meu próprio projeto. Viajei até Cárpatos e fui também para a Europa oriental ... estive em países como a Polónia, Hungria, Ucrânia, Romênia e a antiga Tchecoslováquia. Tudo, para conhecer as raízes reais do klezmer e aprender de forma holística com as pessoas realmente conhecem o gênero, não somente os ritmos e as notas, mas também a sua história e influência.

Como surgiu a ideia de fazer um documentário sobre o klezmer?
Após minhas viagens pela Europa oriental e tendo conhecido muita gente por lá, escrevi um livro sobre o klezmer. Depois, em outra viagem, conheci um amigo que é uma personalidade da rádio e da televisão na Hungria, apareceu a ideia de fazer um audiovisual para mostrar e entrevistar pessoas que poderiam contar as origens do klezmer. Infelizmente, não pude entrevistar todas as pessoas que queria, porque eles já tinham morrido, mas conversei com os seus filhos.

Quão difícil foi fazer Um homem de Munkácz desde a concepção até o lançamento?
Não foi muito difícil. Quando eu tive a ideia, alguns amigos me ajudaram a encontrar apoio e assim encontrei os produtores. Eles me disseram para não me preocupar com o dinheiro e só me focar no processo criativo do documentário. No entanto, posso dizer que foi um pouco difícil para chegar a lugares na Europa oriental, onde quase não há estradas e as condições não são como nos Estados Unidos. Havia até mesmo lugares sem banheiros ou chuveiros, e ter uma equipe de filmagem nestas condições pode ser um desafio.

Em que países foi apresentado o documentário?
Eu sei que foi apresentado na televisão em alguns países da Europa oriental, e, claro, na Hungria. Mas eu estou muito feliz que ele será apresentado na América do Sul e África no Eurochannel. Trata-se de um filme multicultural, que pode ser facilmente compreendido por todos. É sobre como uma minoria tenta salvar uma outra, algo que pode ser visto com frequência na África ou na América do Sul.

O Klezmer é conhecido em outros lugares como os Estados Unidos ou na América do Sul?
Sim! Nos Estados Unidos, há um importante movimento klezmer por causadas comunidades judaicas em todo o país. Na América do Sul, ele não é tão conhecido, mas eu sei de várias bandas em países como Argentina, Brasil e México. Também sei que há uma crescente comunidade de judeus na Colômbia que emigraram da Venezuela pela situação social e política.

Você está trabalhando em algum projeto no momento?
Eu sempre me mantenho ocupado. Sou professor na graduação e no mestrado em estudos judaicos. Em breve vou estar editando um filme sobre Eugene Victor Debs, um ativista socialista com uma história muito intrigante. Também estou trabalhando em um musical e toco com a minha banda.

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