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{rokbox thumb=|images/watch_promo_PRT.png|}http://www.youtube.com/watch?v=waPkoyNxgBU{/rokbox} Louis de Funès - Intime (2007) Direção: Serge Korber Apresentação: Nascido em 1914, em uma família com raízes espanholas, Louis de Funès teve em sua mãe a sua primeira professora na arte da comédia. Suas crises e raivas alimentaram o talento cômico da criança.Em 1940, Louis de Funès foi liberado do serviço militar, porque foi erroneamente diagnosticado com câncer. Seu irmão, Charles, foi enviado à frente de batalha, onde foi morto por uma metralhadora alemã.
Após uma breve carreira como designer e decorador, Louis de Funès foi em direção à comédia. Por quase 20 anos, ele participou como extra e, algumas vezes, como coadjuvante, em filmes franceses, trabalhando com grandes diretores da era: Sacha Guitry, Claude Autant-Lara, Gilles Grangier e Yves Robert. Ainda assim, seus talentos cômicos não foram suficientes para atender às necessidades de sua família. Para conseguir se sustentar, Louis de Funès trabalhou noites inteiras como pianista de jazz em cabarés de Pigalle, em Paris. No entanto, não sabia ler partituras. Seu ouvido para a música lhe permitira memorizar canções para que pudesse tocá-las. Aos 50 anos e na sequência do sucesso da peça Oscar, tornou-se essencial em filmes. Em 1964, teve três grandes sucessos: Le Corniaud, O Gendarme de Saint Tropez e Fantômas. Depois de ter apenas pequenas participações no conema, ele se tornou um ator que não pôde mais ser ignorado. Trabalhou com grandes atores da época, mas desta vez em igualdade. Algumas estrelas com uma carreira titubeante, como Jean Marais (Fantômas) ou Jean Gabin (Le Tatoué), acharam difícil aceitar o status de "novo astro" de Louis de Funès. Por outro lado, ele desenvolveu uma verdadeira cumplicidade com o ator Bourvil. Juntos, filmaram Le Corniaud com Gérard Oury, uma aposta financeira na época. Pela primeira vez, uma comédia ganhou um orçamento enorme. Antes disso, as comédias eram um subgênero do cinema francês. Naquela época, todas as comédias eram filmadas em preto e branco, em estúdios interiores. Le Corniaud foi filmado em cores e totalmente em locações na França e na Itália. Analistas previam um fracasso total para esta comédia de grande orçamento, mas o filme foi um triunfo. A nova dupla da comédia cativou o público francês com seu talento inegável. Louis de Funès e Bourvil dividiram apenas algumas cenas no filme. Gérard Oury inventou um novo projeto em que Louis de Funès e Bourvil ficariam juntos na tela durante todo o filme: A Grande Escapada. Novamente, o projeto foi arriscado. Gérard Oury quis fazer uma comédia sobre a ocupação nazista. O assunto ainda era tabu, havia se passado apenas 20 anos desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar de seu sucesso popular, os críticos não gostavam muito de Louis de Funès. A revista de cinema francesa Les Cahiers du Cinéma chegou a descrever A Grande Escapada como "o filme mais patético do ano". Preocupado e ansioso por natureza, Louis de Funès, magoado com os jornais, decidiu então não ler nenhuma crítica sobre seus filmes. Pediu a sua esposa e aos seus dois filhos, Patrick e Olivier, para que tirassem a seção de artes de seu jornal sempre que o recebessem. Para seu grande desgosto, Louis de Funès nunca recebeu o reconhecimento de seus colegas. Isso só aconteceu em 1980, quando o ator norte-americano Jerry Lewis lhe concedeu um César Honorário. Louis de Funès só se preocupava com seu público. Vestia-se e ia anonimamente assistir a seus próprios filmes, porque costumava prestar atenção aos detalhes técnicos e ficava aliviado com os risos da plateia. Seguindo a reação do público durante uma pré-estreia, ele organizou um revival do musical O Homem Orquestra, a apenas alguns dias do lançamento oficial do filme. Funès gostava de trabalhar com sua família. A esposa, Jeanne, tornou-se sua agente e negociou todos os seus contratos. Trabalhou com o filho Olivier nos filmes nos filmes Fantomas Passa ao Ataque, Le grand restaurant, As Nossas Férias Adoráveis, O Avozinho Congelado, Numa Árvore Empoleirado e O Homem Orquestra. Seu filho finalmente abandonou a comédia para se tornar um piloto de avião. Louis de Funès tornou-se o astro de cinema europeu mais bem pago. Também se tornou o único ator a fazer a plateia soviética rir. Mais de 25 anos após sua morte, Louis de Funès ainda é extremamente popular na Rússia. Pela primeira vez, um ator conseguiu ter seu nome em primeiro lugar nos créditos de seus filmes. Em alguns aspectos, Louis de Funès era o oposto de um astro. Ele tentou levar uma vida simples. Deixou Paris e evitou jantares elegantes na cidade. "Sou um desastre nesses jantares", disse. Ele raramente dava entrevistas; seu maior tesouro era cuidar de seu jardim em seu castelo em Clermont, na tranquila França rural. Começou a agricultura biológica, antes de qualquer outra pessoa. Instalou um projetor, onde viu seus atores favoritos, como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Laurel & Hardy. Na pequena aldeia de Cellier, ele se tornou conhecido como um homem calmo e generoso. Nunca perdia a missa aos domingos. O ator trabalhou muito. Foram 14 filmes entre 1965 e 1970, todos grandes sucessos. Devido a essa popularidade, alguns cinemas na França ofereciam exclusivamente os filmes de Louis de Funès em todas as suas salas. A plateia o adorava. Além de seus filmes, Louis de Funès também voltou ao teatro com um revival de Oscar e seguiu com A Valsa dos Toureadores. A quantidade de trabalho que ele colocou sobre si foi imensa. Entre cada cena em A Valsa dos Toureadores, ele teve de deitar enquanto tentava desesperadamente fazer uma pausa para tomar fôlego antes de voltar ao palco. Ele deu tudo de si para o seu público, até mesmo sua própria saúde. Sua condição física não melhorou. Depois de dois ataques cardíacos em 1975, Louis de Funès foi restrito a uma dieta e a um repouso forçado. O teatro passou a ser proibido para ele. As companhias de seguros não bancavam mais as produções dele. Todo mundo pensou que sua carreira tinha acabado. O produtor Christian Fechner conseguiu trazer Louis de Funès de volta para um filme sob condições nada comuns. Havia uma ambulância pronta para sair a qualquer momento no set e as equipes renovavam o seu contrato a cada semana. Com mais de cinco milhões de bilhetes vendidos, o filme confirmou que a popularidade do ator estava intacta, já que apenas Tubarão teve uma bilheteria melhor naquele ano. Depois da parceria de sucesso com Coluche em A Asa Ou A Coxa, ele colaborou com Annie Girardot, em O Teimoso. Este filme permitiu que o público visse um dos poucos beijos de Louis de Funès na tela, com Annie Girardot. Então, ele também colaborou com Jean Carmet em Encontro com os Extraterrestres. Com o passar dos anos, ele não fez mais do que um filme por ano, a fim de dedicar mais tempo ao seu jardim e às rosas que tanto amava. Uma variedade de rosa foi nomeada em sua homenagem. Louis de Funès apoiava a nova geração emergente de comediantes na França. Depois de trabalhar com Coluche, ele ficou interessado na companhia de teatro Splendid. Christian Clavier, Gérard Jugnot e Thierry Lhermitte começavam a surgir no cinema. Ele concordou em filmar Papai É Um Herói da Resistência com eles, o que significaria passar tocha para as gerações de comediantes seguintes. O destino decidiu de outra maneira. Depois de escolher a mais bela rosa em seu jardim e deixá-la sobre a mesa de sua sala, como fazia todos os dias para sua esposa, Louis de Funès morreu, em 27 de janeiro de 1983, devido a outro ataque cardíaco. O filme Papai É Um Herói da Resistência foi dedicado a ele. Sinopse: Serge Korber rodou dois filmes com Louis de Funès: Numa Árvore Empoleirado e O Homem Orquestra. Neste novo documentário, Louis de Funès Intime, que estreia no Eurochannel em janeiro, ele fala sobre o homem por trás do astro de comédias francesas. Por meio de filmagens arquivadas, entrevistas exclusivas e cenas de filmes, Serge Korber oferece uma homenagem vibrante e excitante a Louis de Funès. |








