Michel Sardou - Música Francesa

 

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Michel Sardou
França

Apresentação:

Eurochannel oferece uma retrospectiva do cantor, com apresentações ao vivo de seus concertos no Paris Bercy. Você vai ouvir La Maladie d'Amour, Je vais t'aimer, Comme d'habitude ou Le Chanteur de Jazz. Em nosso especial Michel Sardou, você também ouvirá seu lançamento Être une femme e apreciará uma entrevista com o cantor.

Biografia:

Uma verdadeira estrela da música francesa desde os anos 70, Michel Sardou já lançou 23 discos e 300 músicas. Ele já vendeu mais de 320 milhões de discos. Suas músicas mais famosas são La Maladie d'amour e Les Lacs du Connemara.

Na França, Michel Sardou continua criando controvérsia ao longo de sua carreira. Tudo começou em 1967. Os Estados Unidos estavam envolvidos na Guerra do Vietnã. Após a saída da França da OTAN, as relações entre os dois países ficaram estagnadas. A França passou por uma onda de antiamericanismo. Michel Sardou decidiu então proclamar abertamente seu amor e apoio aos EUA com a música Les Ricains (os Yankees). Ele achava que, sem a ajuda dos EUA, a França seria alemã: "Vocês estariam todos na Alemanha / Falando sobre nem sei o quê / Convidando qualquer um."

Sua referência ao período de ocupação alemã, ainda fato recente em 1967, criou uma controvérsia. A música Les Ricains irritou a França. O general Charles de Gaulle, presidente da República da França, formalmente alertou às rádios que não tocassem a música. As rádios eram controladas pelo estado. Michel Sardou deveria ser censurado. Mesmo assim, ele conseguiu grande visibilidade.

Nos anos 70, ele mostrou sua postura contrária ao movimento feminista em sua música Villes de Solitude: "Quero violar as mulheres / Fazer com que me admirem / Quero beber todas as suas lágrimas / E desaparecer no ar." Com a música Le Temps des Colonies, ele mais uma vez criou controvérsia. Foi acusado de representar a França colonial como um grande período para as colônias.

A maior controvérsia, no entanto, veio em 1976 com a música Je suis pour (Sou a favor). Ele oficializou sua posição favorável à pena de morte, que havia sido abolida da França alguns anos antes. Foi então que toda a imprensa francesa se voltou contra ele. Ele passou a ser considerado um cantor populista e conservador. Michel Sardou sempre negou qualquer conotação política ou ideológica em suas canções: "Para mim, são apenas músicas, não profissões de fé ou politicagem."

Michel Sardou também teve uma vida privada tumultuada. Casou-se três vezes. Desde 1988 está casado com a ex-editora da revista Elle, Anne-Marie Perier.

A maior tragédia de sua vida foi o estupro de sua filha mais nova, Cynthia, por uma gangue: "É muito difícil ver um filho passar pelo que ela passou. A depressão que se seguiu, os danos causados, o tratamento pesado que ela recebeu, eu não sabia lidar com isso. Fui muito desajeitado." Seu relacionamento com sua filha mudou muito depois dessa tragédia. Em seu livro Appelez-moi Li Lou (Chame-me Li Lou), Cynthia Sardou criticou publicamente a ausência de seu pai após o trágico incidente. Ele queria saber mais de sua carreira que de sua família. Os dois não se falam.

Apesar do drama e das controvérsias, Michel Sardou sempre foi popular na França. Ele faz parte do patrimônio musical francês, junto a Charles Aznavour, Johnny Halliday e Mireille Mathieu.

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