O Arqueólogo de Mussolini

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O Arqueólogo de Mussolini (2006)
Itália

Director: Valerio Vergari

Líder de uma importante missão arqueológica organizada pela Itália no início do regime fascista, o arqueólogo Luigi Maria Ugolini tem sua trajetória apresentada no documentário O Arqueólogo de Mussolini (L’Archeologo di Mussolini, 2007).

Ugolini nasceu em Bertinoro, na Itália, em 1895, e se formou na Universidade de Bolonha. No início dos anos 1920, o recém-criado regime fascista na Itália buscava transformar o Mediterrâneo em seu “Mare Nostrum” – como esse mar era chamado pelo Império Romano, uma das inspirações do Fascismo. Na época, a Albânia chamava a atenção do mundo por ser rica em minas e campos de petróleo. Mas, acima de tudo, sua importância do ponto de vista geográfico era muito mais valorizada, afinal era um acesso privilegiado aos Balcãs.

Reconhecido como um grande arqueólogo pelos colegas de profissão, Ugolini recebeu a missão, em 1924, de comandar uma expedição à Albânia. Lá, perto da fronteira com a Grécia, descobriu o famoso Teatro de Butrinto, protegido pela UNESCO até hoje como uma das obras-primas da humanidade.

Para alguns, Ugolini, que trouxe à luz Butrinto, a "Pompeia da Albânia", permanece como um dos pais da arqueologia moderna, enquanto outros o consideram apenas um peão de Mussolini. Como mostra o documentário, Ugolini tinha uma personalidade ágil e cheia de carisma. Aliás, ele aprendeu a manipular a burocracia do regime fascista em seu próprio benefício. Durante a guerra, Ugolino foi gravemente ferido. Nos anos de 1930, foi ficando cada vez mais doente, até que, em 1936, decide voltar para sua cidade natal, onde faleceu em 10 de outubro do mesmo ano.

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