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Entrevista com Toni Bertorelli O Príncipe de Homburg (Il principe di Homburg, 1997) Direção: Marco Bellocchio Apresentação: Em 2010, o diretor, roteirista e ator italiano Marco Bellocchio, de Bom dia, Noite (Buongiorno, notte, 2003), apresentou um dos filmes mais aclamados por crítica e público na temporada: Vincere (Vincere, 2009), épico sobre a bela, porém turbulenta história de amor entre Ida Dalser (Giovanna Mezzogiorno) e o futuro líder fascista Benito Mussolini (Filippo Timi). Para muitos críticos, esse é um dos melhores filmes do ano. Aos cinéfilos que ficaram curiosos para conhecer outros trabalhos do diretor, o Eurochannel resgata um de seus mais belos filmes, O Príncipe de Homburg (Il principe di Homburg, 1997), que será exibido pelo canal em dezembro. Na década de 1960, nos primórdios do Nuovo Cinema, movimento que apresentou diretores buscando olhares inéditos para a sétima arte na Itália, Bellocchio surpreendeu com produções cheias de fúria, contestando a sociedade, a religião e o conservadorismo dos governos de direita. Entre elas, De Punhos Cerrados (I pugni in tasca, 1965) e A China Está Próxima (La Cina è vicina, 1967). Sinopse: Baseado na aclamada peça de Heinrich Von Kleist, o filme narra a trajetória do Príncipe de Homburg (Andrea Di Stefano), que desobedece às ordens de seus superiores e lidera a cavalaria alemã numa batalha sangrenta durante uma guerra de 30 anos contra os suecos. Pela atitude imprudente, ele é mandado à Corte Marcial. Sua amada, Natalia (Barbora Bobulova), prometida ao Rei da Suécia, implora pela vida do Príncipe. Concluída em 1811, numa Prússia ocupada pelo exército de Napoleão, a peça de Heinrich Von Kleist tem sido elogiada desde 1921, quando estreou em Viena, na Áustria. O tema cai como uma luva na obra do diretor italiano Marco Bellocchio. |


