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Operação Turquesa
A Ruanda é um país da África central, perto do Lago Vitória e cercado pelo lago Kivu. O país faz parte da Grande região dos lagos africanos. É um pequeno país situado entre o Uganda e a República Democrática do Congo e sua capital é Kigali. Ruanda é conhecida como a terra das mil colinas por causa da geografia, composta de morros apertados um contra o outro. O país tem a aparência de muitas montanhas gigantes escarpadas e florestadas. Por essa particularidade, Ruanda foi de difícil acesso e foi abandonada pelas principais potências coloniais européias, as quais foram embora para outros países mais acessíveis e economicamente "interessantes", como o Uganda. Isso explica porque até 1950, o Ruanda viveu isolado do resto do mundo. A população de Ruanda está composta por dois grupos, os Hutus e os Tutsis. Os Hutus eram os fazendeiros e os Tutsis eram os donos dos animais. É importante saber que na África a propriedade dos animais dá um poder muito especial. Os Tutsis e os Hutus estavam vivendo em um sistema feudal (até 1960!), onde os Hutus serviam aos Tutsis. Todos falavam a língua Saami, Kinyarwanda e os Hutus eram os responsáveis pelo cultivo da terra. Quando os colonizadores belgas chegaram, eles enfrentaram o desejo de independência que tinham os Tutsis. Aproveitando as rivalidades étnicas, os belgas derrubaram o governo Tutsi e o substituíram com um governo Hutu. Os Hutus, que foram escravos por tanto tempo, finalmente conseguiram o poder e a possibilidade de vingança. Eles massacraram aos Tutsis, que foram forçados ao exílio em direção ao Uganda. Desde lá, os Tutsis prepararam sua vingança, criando o Frente Patriótico Ruandês (FPR). Este exército começou oferecendo os seus serviços mercenários para outros exércitos, incluindo Uganda, onde as forças rebeldes procuravam alianças para derrubar os ditadores. Por causa disso, os militares do FPR tinham uma grande experiência militar.
Enquanto isso, o governo Hutu tinha assinado acordos de cooperação militar com a França. As razões e o grau exato de participação da França no genocídio são extremamente complexos e os fatos ainda não foram claramente estabelecidos, visto que os arquivos ainda são mantidos secretos. O docu-ficção Operação Turquesa apresentado em Eurochannel se ocupa deste tema. Em 1990, o FPR cruzou a fronteira de Ruanda. O exército Tutsi estava mais treinado do que o exército Hutu porque tinham praticado durante anos em guerras de guerrilhas. O Exército teria vencido facilmente se os militares franceses e belgas não tivessem ajudado aos Hutus. Os Tutsis foram empurrados do outro lado da fronteira e o governo dos Hutus aproveitou a oportunidade para massacrar ao povo Tutsi. Por essa época, o embaixador francês em Ruanda, alertou ao governo francês sobre a possibilidade de que se estivesse cometendo genocídio. O governo Hutu implementou o Poder Hutu, uma organização composta pela milícia Interahamwe e uma estação de rádio propaganda, a Rádio Mille Collines. No dia 6 de abril de 1994, o presidente de Ruanda (Hutu) é assassinado. A responsabilidade deste fato nunca foi estabelecida. Isto serviria como pretexto para o genocídio de Ruanda, um dos mais horríveis na história da humanidade. Existem duas teorias sobre isso:
- O assassinato foi cometido pelos Tutsis. Isto foi o que disse o governo Hutu, estabelecendo os fundamentos para levar a cabo o genocídio,O crime foi cometido por Hutus radicais para suprimir o seu presidente Hutu moderado, que defendia a paz com os Tutsis; e usá-lo como uma desculpa para iniciar o massacre. A opinião internacional geralmente acredita nesta segunda teoria. O genocídio começou imediatamente. Durante três meses, dia após dia, hora após hora, a voz da Rádio Mille Collines guiava os assassinatos, incitando as pessoas ao homicídio, anunciando onde estavam os sobreviventes Tutsis. Não só a milícia Interahamwe esteve envolvida no genocídio: toda a população (incluindo crianças) foi abatida com uma ferocidade inimaginável. As armas usadas foram principalmente facões ou paus com pregos. Os alvos não só foram os Tutsis, mas também os Hutus moderados que se recusaram a participar no massacre. As estradas foram bloqueadas para que os fugitivos não pudessem escapar. Finalmente, 800.000 Tutsis foram exterminados. Os ruandeses têm apresentado denúncias de "cumplicidade em genocídio" contra os soldados franceses da Operação Turquesa, a operação empreendida durante o genocídio, que teve como objetivo "acabar com a guerra civil restabelecendo a autoridade do governo Hutu". A "zona de segurança" prevista pela Operação Turquesa foi a última a ser liberada pelo FPR, e aquela em que as matanças duraram um tempo maior. |



