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Quando a política italiana se transforma em Bunga Bunga Tudo está mudando. O Oriente Médio está se transformando, as tropas americanas estão voltando para a casa, os países muçulmanos estão derrubando os ditadores e as economias sul-americanas estão florescendo. A Europa não é imune a esses tempos de mudança: por toda a Europa, os cidadãos estão se afastando de seus políticos; denunciando iradamente a corrupção endêmica dos sistemas antigos de governo. Um dos políticos mais odiados da Europa foi o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cuja voracidade insaciável levou seu país à bancarrota, enquanto enchia os bolsos de seus amigos e cúmplices. Esse tipo de corrupção tem um nome peculiar: “Bunga-Bunga”. |
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Sem importar o que as pessoas digam sobre Berlusconi, uma coisa é certa: o homem pode dar uma grande festa. Depois de muitos rumores sobre corrupção e sua má utilização dos fundos públicos, o "Cavaleiro" esteve envolvido em uma série de escândalos sexuais, quando um grupo de jovens acompanhantes começou a contar histórias lascivas sobre as festas privadas realizadas em sua luxuosa mansão. Segundo as garotas, essas galas decadentes estavam cheias de mulheres de topless, música ao vivo e champanhe. Porém, tudo isso foi apenas um prelúdio para o grande final: o rito “Bunga Bunga”, uma celebração que Berlusconi tomou emprestado de seu ex-amigo Muhamad Gaddafi. Nesse ritual, ele e seus “rapazes” eram cercados por garotas nuas e... Bom, só vamos dizer que nada estava fora dos limites. |
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Em 2009, o escândalo tomou um rumo estranho no meio de sua campanha. Berlusconi foi acusado de citar meninas menores de idade para participar nessas festas adultas. Nesse mesmo ano, um fotógrafo vendeu uma coleção de fotos sensuais dessas festas ao diário espanhol El País. O atrevido Berlusconi, quando lhe perguntaram sobre seus bacanais nus, defendeu-se dizendo: "você toma o banho com jaqueta e gravata?" A era da política erótica “Bunga-Bunga" terminou quando a desmoronada economia italiana provocou protestos em todo o país que exigiam a demissão de Berlusconi. Finalmente, ele obedeceu no dia 16 de novembro de 2011. |



