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Rammstein: Uma carreira de controvérsias
Para estes roqueiros alemães a indústria do entretenimento não tem sido só música e dinheiro: os escândalos também têm impulsionado sua carreira ao redor do globo. Rammstein já foi chamado de neonazista e de promotor da violência sexual. Desde seu início, Rammstein tem recolhido escândalos com seus álbuns e espetáculos ao vivo alusivos ao sadomasoquismo, à homossexualidade, ao incesto, à necrofilia, ao canibalismo e à violência sexual como ‘prato principal’ de suas letras. A sobremesa são as performances ao vivo que incluem brinquedos sexuais e efeitos pirotécnicos. Os resultados têm sido tão diversos como seu trabalho, incluindo uma visita à cadeia nos EUA. A polêmica pelo nazismo e o fascismo começou em 1998 quando a banda lançou o vídeo promocional do single Stripped, que incluía imagens do cineasta Leni Riefenstah, conhecido por seu apoio ao Terceiro Reich. Naqueles dias, o subdiretor do jornal Süddeutsche Zeitung disse que o material era muito suspeitoso e ligou a banda ao nacional-socialismo. Um ano depois, enquanto estavam em turnê nos EUA, eles foram presos depois de um show em Massachusetts. Naquela noite, o líder da banda e o tecladista foram presos pela polícia, acusados de comportamento lascivo. O delito ocorreu durante a canção Buck Dich quando Lindemann simulou fazer sexo anal com Lorenz usando um falo falso. Rammstein também teve problemas por suas performances no seu país. A ‘coreografia’ da música Ich tue Dir weh foi proibida na Alemanha, sob uma decisão que a chamou de ofensiva e prejudicial para os jovens. A violação desta proibição poderia ser punida pela lei alemã.
Seus álbuns também foram parte da controvérsia. Em 2009, sua décima produção Liebe ist Für Alle Da foi proibida nas lojas em seu próprio país. As autoridades alemãs acharam a capa do trabalho muito ofensiva e perigosa para os jovens e crianças, devido a suas representações de sadismo e masoquismo. Algumas imagens chocantes do álbum incluem a de Kruspe mascarado com uma mulher nua de joelhos. A banda teve de lidar com esta controvérsia durante meses, mas eles pareceram-se divertir. Os alarmes soaram de novo quando Rammstein estreou Wiener Blut, uma música com referências à história de Josef Fitz, o pai austríaco acusado e preso por estuprar sua filha por 24 anos consecutivos. A banda já declarou em várias ocasiões a sua tendência de esquerda e até mesmo escreveram a canção Links 1 2 3 para deixar claro que eles não estão vinculados e não suportam nenhum tipo de movimento fascista ou nazista. Sobre o conteúdo forte e sexual nas letras do Rammstein, eles disseram que apenas refletem a sociedade atual.
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