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Uma Conversa Cativante Com Rick Ostermann, Diretor de A Casa
Em uma abordagem cativante sobre a dinâmica do futuro próximo e da relação diferenciada entre indivíduos e tecnologia, o diretor Rick Ostermann revela a intrincada narrativa de A Casa, um filme baseado em um conto de Dirk Kurbjuweit, que investiga os desafios e as escolhas criativas por trás de uma história instigante que ganhou vida.
O que mais intrigou você no conto de Dirk Kurbjuweit? Fiquei fascinado pela narrativa complexa do conto de Dirk Kurbjuweit, particularmente pelo seu tema contemporâneo e sócio-crítico. O filme retrata o impacto da crescente digitalização nas nossas vidas, especialmente no contexto da crise da COVID-19. Concentrei-me em criar um estilo visual único, mantendo a história relacionada às experiências cotidianas do espectador.
Qual foi o processo de adaptação? Como você adapta de forma realista uma história de um futuro próximo? O filme gira em torno de três personagens principais: um homem, uma mulher e a casa. A casa, tratada como uma personagem séria, evolui de um suposto retiro para um observador e controlador. Gradualmente, desnuda os personagens até a sua essência, forçando um confronto direto entre eles.
Encontrar a locação foi um desafio? Foi uma longa viagem pelo norte da Europa. No conto, a casa está situada em uma ilha com vista para o mar, elemento crucial para mim na visualização do exílio, do isolamento e da solidão. Encontrar uma casa adequada que atendesse aos critérios e às necessidades logísticas do futuro próximo revelou-se um desafio. No entanto, a casa escolhida me cativou desde a primeira visita.
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